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Tadeu Lima
Rio de Janeiro, Brazil
27 anos. produtor audiovisual. blogueiro. poeta. careca. gosto de azul.
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    segunda-feira, 9 de novembro de 2009

    rascunhos com estilo...

    então. como anunciei, estou sem computador. ainda estou sem computador e vai demorar um pouco para eu comprar outro. uns meses...
    daí, estou mantendo um caderno à mão e fazendo alguns rascunhos.

    estou agora na casa de uma amiga, a fabi. meu caderno (obviamente) não está comigo. mas estou aqui, diante do computador, com internet banda larga, sem crianças jogando CS e gritando do meu lado e podendo tranquilamente escrever algo.

    o que acontece é que tenho trabalhado tanto ultimamente que as únicas coisas que passam pela minha cabeça são ligadas ao trabalho. penso na viagem para mato grosso do sul e na ansiedade de produzir meu primeiro "ao vivo". idéia fixa nos videos que os meninos do jongo estão começando a pensar e pretendem realizar até dezembro. imagino o que estaria fazendo a galera do "jovens turistas" e me pergunto onde foram parar os videos que eu ainda não consegui encontrar no site do projeto para votação (http://www.conexaoaluno.rj.gov.br/jt/site/conteudo/index.asp). imagino como será legal a parceria com a tv pelourinho... por mais que eu queira tentar lembrar alguma coisa que já tenha rascunhado, é só o trabalho que ocupa minha cabeça. daí, lembrei de uma frase de uma das meninas que trabalha comigo no "jovens turistas". ela disse que recentemente na europa deram um nome para esse tipo de literatura em primeira pessoa difundida pelos blogs: lteratura de relato. é isso que eu faço. é isso que é o meu blog: literatura de relato. ninguém avisou que era assim, agora com estilo literário definido. achei chique. e por hoje vou ficar só no relato de dias de muito trabalho e uma saudade enorme de estar online.

    domingo, 11 de outubro de 2009

    outros outubros virão...

    sábado, 26 de setembro de 2009

    segunda-feira, 21 de setembro de 2009

    não sei se faço uma tatuagem ou se compro uma boneca...

    fui para são paulo semana passada. dois dias na megalópole. quarta e quinta. fui para ver amigos e participar dos espetáculos "aquidentro" e "aquifora", da cia. opovoempé. como todos sabem, eu fali. sendo assim, não dava pra esbanjar em restaurantes, compras na liberdade ou 25 de março. toda economia era bem vinda. são paulo é um lugar fascinante. estou aprendendo a gostar cada vez mais da cidade. aquele mar de carros. aquele anoitecer cinza. aquele dedão do pé gelado. aquele cheiro que nunca consigo explicar direito do que é. impregnado em tudo o que há por lá. realmente, são paulo segue ganhando importância e tenho querido estar cada vez mais próximo, cada vez mais presente, cada vez mais integrado.

    andava pelas ruas do centro. tenho vontade de entender a geografia da cidade. no natal andei aquilo tudo a pé, numa "visita guiada" ao centro histórico da cidade. desta vez resolvi sair e reconhecer os corredores, prédios, bairros, igrejas, rostos, placas, faróis, osgêmeos, japoneses (muitos japoneses, em todos lado japoneses). o sinal verde de são Joaquim segue verde. do outro lado da galeria vejo um estúdio de tatuagens. o preço era bom. não sei se caso não sei se compro uma bicicleta. não sei se faço uma tatuagem ou se compro uma boneca.

    vi uma boneca tão linda ontem. negra. nua. de cabelo duro. brasileira. sambista. mas essa nega não me quer, essa nega só quer samba. essa nega só quer sampa. mas eu levo essa nega mesmo assim...

    a tatuagem ainda não foi dessa vez, mas a nega ta aqui, na minha estante. sambando, sozinha.Até que eu volte praquela cidade. pra ver os carros que param. os sinais que abrem. os pasteis e os japoneses.

    domingo, 13 de setembro de 2009

    fazia tempo que eu não sentia o que senti naquela noite... a casa ainda escura. acendo um cigarro. meus olhos procuram os tons de amarelo que a luz das velas espalhadas revela nas coisas... amarelos transformados, que aumentam com o tempo.

    as coisas mudaram, de forma drástica no meu coração naquele momento. senti toda a angústia contida na loucura de vincent e seus girassóis. toda a loucura que vem do amarelo. no meio daquele vazio de penumbras: a própria loucura angustiada do fracassado - que por um instante pensou não ter amigos, familia ou um homem a quem amar.


    naquele momento amarelo eu orei. e deus falou comigo. esquizofrênico. salvador. completo. exato.
    fazia tempo que eu não sentia o que senti naquela noite. naquela casa amarela. ainda escura. muita coisa mudou.